O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, minimizou nesta segunda-feira 25 de maio de 2026 a doação de 1 milhão de reais enviada por Henrique Vorcaro, pai do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. A doação foi realizada em 2022, durante o período eleitoral, e Zema afirmou que o aporte ocorreu sem qualquer contra-proposta do partido.
A declaração foi feita em São Paulo, durante o evento O Brasil que Queremos, promovido pela Amcham Brasil. O ex-governador informou aos jornalistas que a doação foi feita em um momento em que o escândalo envolvendo o Master não era de conhecimento público. O Novo afirmou que não esconde a origem de suas doações nem condiciona a atuação política aos interesses de doadores.
Contexto da doação
Zema reforçou que a doação foi motivada pela percepção de um partido considerado sério. O ex-governador não detalhou a que “outro” ele se referia ao mencionar críticas sobre compras políticas feitas a outros partidos. O tema já havia sido explorado pelo partido, que afirmou não ligar para a origem das contribuições voluntárias.
Relação com Flávio Bolsonaro
A entrevista também abordou a troca de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, divulgadas pelo Intercept Brasil, que o senador chamou o empresário de “irmão” em determinadas comunicações. Flávio Bolsonaro negou ter intimidade com Vorcaro e explicou o uso do termo por ser comum no meio evangélico ao qual pertence.
Zema afirmou que a relação entre Vorcaro e a direita brasileira pode apresentar dificuldades para o pleito, especialmente se surgirem novos desdobramentos envolvendo o empresário. A defesa do partido sustentou que as ações políticas decorrem do conjunto de doadores e não de interesses individuais.
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