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Zema: votar em Flávio Bolsonaro pode favorecer Lula

Zema afirma que votar em Flávio Bolsonaro entregaria a eleição a Lula; Caiado chama pela união da centro-direita contra o PT

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), em evento na capital paulista
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O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, afirmou que o escândalo envolvendo o Banco Master torna mais difícil a posição da direita na eleição. Segundo ele, quem votar em Flávio Bolsonaro para presidente tende a favorecer Lula. O comentário ocorreu durante um encontro da Amcham Brasil em São Paulo, nesta segunda-feira, 25.

Zema criticou a aproximação de Flávio Bolsonaro com o empresário Daniel Vorcaro, conhecido como banqueiro bandido pelo tom de seus ataques. O pré-candidato disse não ter se reunido com Vorcaro e rejeitou qualquer ligação com atividades ilícitas, mantendo, porém, apoio ao senador em eventual segundo turno contra o PT.

Dados de intenção de voto ajudam a compor o cenário. Na pesquisa Datafolha divulgada recentemente, Lula aparece com 47% no segundo turno contra 43% de Flávio Bolsonaro, queda de Flávio em relação à rodada anterior. Lula oscilou de 45% para 47%.

Zema critica aproximação com Vorcaro e desdobramentos

No diálogo durante o evento, Zema repetiu críticas à relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. Disse não aceitar aliança com quem tenha ligações suspeitas e afirmou que a implementação de políticas técnicas e competentes é preferível a soluções baseadas em parentesco.

O ex-governador também comentou a doação de recursos ao Partido Novo, afirmando que doações foram recebidas por várias pessoas, sem associar o caso a Vorcaro em especial. Ressaltou que a origem das doações não altera a avaliação sobre integridade dos nomes envolvidos.

Caiado defende união da centro-direita contra o PT

O senador Ronaldo Caiado, do União Brasil, participou do mesmo evento e evitou tom agressivo contra Flávio. Disse que não é oportunista e que a prioridade é manter a centro-direita unida para derrotar o PT no segundo turno. Avalia que a governabilidade depende da estatura moral do próximo presidente.

Caiado destacou a necessidade de responsabilidade institucional diante de denúncias envolvendo autoridades. Questionado sobre a conduta de Flávio, afirmou que a decisão sobre a elegibilidade caberá ao eleitor, e que é fundamental evitar discursos que propagem a crise política.

Ambos os políticos criticaram o STF e defenderam mudanças no funcionamento do tribunal. Caiado sugeriu que o STF adote medidas internas para afastar membros sob denúncias, enquanto Zema sugeriu revisão de regras de indicação e maior equilíbrio das decisões, para reduzir crises institucionais.

As falas ocorreram na mesma manhã, com ambos enfatizando que, independentemente de alianças, o eleitor deve acompanhar a integridade das propostas e o foco em políticas públicas, sempre com postura neutra e técnica. Fontes oficiais divulgam que o encontro teve como objetivo consolidar alianças em prol da centro-direita.

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