Em segundo dia de julgamento de Jairinho e Monique Medeiros, a polícia apresentou relatos de que o casal criou uma versão falsa para encobrir agressões e impedir que a morte de Henry Borel fosse reconhecida como crime. O caso ocorreu no Rio de Janeiro, envolvendo o menino que faleceu em março de 2021.
O delegado Edson Henrique Damasceno, à época responsável pela investigação, afirmou que a versão de acidente doméstico não se sustenta diante das lesões observadas no corpo da criança. As informações revelam inconsistência nos depoimentos de Monique repetindo a narrativa de queda.
A perícia apontou ferimentos graves incompatíveis com uma queda simples, o que reforçou a linha de apuração da polícia. Damasceno relatou que Jairinho tentou impedir o encaminhamento do corpo ao Instituto Médico Legal, para que a morte não fosse periciada de imediato.
Monique Medeiros já sabia das agressões, segundo o delegado, e mesmo diante das marcas, manteve a versão de que Jairinho mantinha boa relação com Henry. O depoimento indica tentativa de minimizar o histórico de violência.
Mensagens entre Monique, a babá e outras pessoas do convívio familiar foram recuperadas, apontando episódios anteriores em que Henry teria sido levado a um quarto à força por Jairinho. Testemunhas também relataram que a criança mancamente saiu de um cômodo com dores na cabeça.
A investigação utilizou dados de celulares e relatos de testemunhas para sustentar a hipótese de agressões recorrentes antes da morte, ocorrida em março de 2021, segundo a polícia.
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