Deolane Bezerra, advogada e influenciadora, se manifestou pela primeira vez desde a prisão preventiva decretada no contexto de investigação sobre suposto envolvimento com o crime organizado. A carta manuscrita foi divulgada pela irmã Dayanne Bezerra após visita à Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, interior de São Paulo.
Na mensagem, a profissional negou ligação com o PCC e criticou a condução do inquérito. Disse que vem sendo alvo de perseguição há anos e afirmou não ter tido oportunidade de esclarecer os fatos durante o processo. Também destacou que é mãe, empresária e advogada.
A equipe de investigação sustenta que ela participava de um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção. Aponta, ainda, proximidade com a família de Marcola, líder da organização, que permanece preso em Brasília.
De acordo com o texto, não houve oitiva formal no inquérito ao longo de mais de quatro anos, e a prisão ocorreu sem chance de esclarecimento. A autora descreve a situação como perseguição e enfatiza a vida pública como fator de exposição.
A carta também aborda questões financeiras. Segundo Deolane, o valor citado para investigado seria apenas honorários legais recebidos pela atuação como advogada, no montante de R$ 24.500, e não indicações de riqueza ilícita.
Ela nega possuir grande número de empresas em seu nome, afirmando que a informação é falsa e passível de verificação na Junta Comercial. Além disso, afirma nunca ter atuado dentro de penitenciárias, inclusive a de Presidente Venceslau.
Em trecho final, a influenciadora pediu apoio de seguidores durante o período de prisão, reafirmando acreditar na própria inocência e destacando sua atuação profissional como advogada e empresária.
Entre na conversa da comunidade