O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, enfrenta impeachment por má conduta no escândalo conhecido como Farmgate. O caso envolve cerca de US$ 580 mil em dinheiro vivo escondidos em um sofá na fazenda Phala Phala, furtados em 2020. Ramaphosa nega irregularidades.
Adenção pública veio em 2022, quando um ex-chefe da agência de segurança revelou o roubo e apontou possível lavagem de dinheiro. O furto ocorreu em fevereiro de 2020, um ano após a eleição presidencial. Ramaphosa reconheceu o ocorrido, mas disse ter informado o chefe da proteção policial.
Segundo Ramaphosa, o dinheiro seria da venda legítima de búfalos na fazenda. O dinheiro estaria sob as almofadas de um sofá, colocado por um funcionário para evitar o acesso ao cofre. O presidente também afirmo ter informado a investigação na época.
Desdobramentos
Um painel independente apontou indícios de má conduta grave, incluindo origem incerta do dinheiro e possível valor maior do que o declarado. Também citou contatos com o então presidente da Namíbia para localizar o suspeito que fugiu.
A corte constitucional decidiu a favor da oposição, anulando a votação de 2022 e abrindo caminho para uma comissão de impeachment. O Parlamento informou que formará a comissão para investigar o caso de forma completa.
Ramaphosa informou que não renunciará e ingressou com ação judicial contestando o relatório, alegando falhas graves. A Constituição exige dois terços de 400 deputados para o impeachment.
Ramaphosa, de 73 anos, cumpre o último mandato, que vai até 2029. Mesmo sem maioria absoluta, o ANC ainda tem cadeiras suficientes para influenciar eventual rejeição ou aprovação da medida.
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