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Dinheiro escondido em sofá pode levar a impeachment na África do Sul

Corte Constitucional reabre impeachment de Ramaphosa ao determinar que votação de dois mil e vinte dois não seguiu os ritos, abrindo comissão de inquérito

Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul, em cerimônia de entrega de Ordens Nacionais a homenageados merecedores na Residência Presidencial Sefako M. Makgatho, em Pretória, África do Sul, na terça-feira, 19 de maio de 2026 — Foto: Leon Sadiki/Bloomberg
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O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, enfrenta impeachment por má conduta no escândalo conhecido como Farmgate. O caso envolve cerca de US$ 580 mil em dinheiro vivo escondidos em um sofá na fazenda Phala Phala, furtados em 2020. Ramaphosa nega irregularidades.

Adenção pública veio em 2022, quando um ex-chefe da agência de segurança revelou o roubo e apontou possível lavagem de dinheiro. O furto ocorreu em fevereiro de 2020, um ano após a eleição presidencial. Ramaphosa reconheceu o ocorrido, mas disse ter informado o chefe da proteção policial.

Segundo Ramaphosa, o dinheiro seria da venda legítima de búfalos na fazenda. O dinheiro estaria sob as almofadas de um sofá, colocado por um funcionário para evitar o acesso ao cofre. O presidente também afirmo ter informado a investigação na época.

Desdobramentos

Um painel independente apontou indícios de má conduta grave, incluindo origem incerta do dinheiro e possível valor maior do que o declarado. Também citou contatos com o então presidente da Namíbia para localizar o suspeito que fugiu.

A corte constitucional decidiu a favor da oposição, anulando a votação de 2022 e abrindo caminho para uma comissão de impeachment. O Parlamento informou que formará a comissão para investigar o caso de forma completa.

Ramaphosa informou que não renunciará e ingressou com ação judicial contestando o relatório, alegando falhas graves. A Constituição exige dois terços de 400 deputados para o impeachment.

Ramaphosa, de 73 anos, cumpre o último mandato, que vai até 2029. Mesmo sem maioria absoluta, o ANC ainda tem cadeiras suficientes para influenciar eventual rejeição ou aprovação da medida.

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