Estudantes vinculados à Amorcrusp e ao DCE Livre da USP interromperam a reunião do Conselho Universitário (CUS) da USP nesta terça-feira, 26, no campus da universidade. A interrupção ocorreu no início da sessão, que entrava no quarto dia de greve, com duração de 40 dias.
Os grevistas disputaram a ordem de inscrição dos oradores e tentaram impor pautas aos gritos. O reitor, Aluisio Augusto Cotrim Segurado, manteve a pauta original e assegurou que representantes estudantis teriam fala no momento previsto. A sessão seguiu brevemente, até nova ocupação do púlpito pelos estudantes.
Um dos militantes do DCE criticou a atuação da Polícia Militar na desocupação do prédio da reitoria ocorrida em 10 de maio, quando houve feridos segundo os manifestantes. O reitor pediu respeito à ordem de inscrição e encerrou a reunião diante da recusa em cumprir as regras.
Reações e justificativas
A reportagem apurou que, após a suspensão, perfis do DCE e da Amorcrusp criticaram a condução da reunião pela reitoria. Segundo as publicações, a decisão de encerrar o encontro foi tomada pela administração diante da insistência dos estudantes.
Ponto de vista da universidade
A assessoria da USP informou que a reunião ficou inviável diante da quebra de regimento. Pró-reitores destacaram apoio ao reitor e à vice-reitora, alegando obstrução do rito processual e desrespeito às normas. A íntegra da nota ressalta a defesa da pluralidade com conduta ética.
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