A Globo anunciou que Virginia Fonseca produzirá conteúdos para o Domingão com Huck durante a Copa do Mundo de 2026. A decisão gerou críticas da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), que pediu clarificação sobre o papel da influenciadora na cobertura.
Em comunicado, a FENAJ afirmou que a escolha evidencia o suposto sucateamento da cobertura de grandes eventos e a substituição de profissionais especializados por personalidades da internet. A entidade destacou que a Copa exige preparo técnico e ético para informar o público.
A repercussão ganhou força após críticas públicas de nomes como Juca Kfouri e Craque Neto, que questionaram a presença de influenciadores na cobertura esportiva. A FENAJ ampliou o debate ao defender a aprovação da PEC do Diploma, que defende formação em Jornalismo como requisito para a profissão.
Em 2009, o Supremo Tribunal Federal derrubou a obrigatoriedade do diploma por 8 votos a 1, ato mantido até hoje. A federação afirma que retomar a exigência do diploma é uma medida para valorizar o jornalismo e assegurar a qualidade da informação.
Nas redes, a discussão se manteve dividida. Parte dos jornalistas viu a decisão como desvalorização da categoria, enquanto outras vozes defenderam que Virginia atue em conteúdos de entretenimento e bastidores, sem exercer função de repórter esportiva tradicional.
Repercussões e próximos passos
- A FENAJ segue defendendo critérios técnicos e éticos na cobertura de eventos esportivos.
- A Globo não divulgou detalhes adicionais sobre o papel de Virginia Fonseca na equipe de produção.
- O tema reacende o debate sobre qual perfil é mais adequado para cobrir grandes competições no Brasil.
Entre na conversa da comunidade