O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca no Amazonas nesta terça-feira (26/5/2026) para a primeira visita à região Norte em 2026. A agenda em Manaus inclui inaugurações de pontes e a entrega de unidades habitacionais, com foco em obras na BR-319 e no maior bairro indígena urbano da cidade. A viagem ocorre enquanto o governo busca consolidar apoio, ainda sem palanque definido no Estado.
Durante a visita, Lula inaugura as pontes sobre os rios Curuçá e Autaz Mirim, no km 24 da rodovia, e lança a pedra fundamental da ponte sobre o Igapó-Açu, no km 260. Também está prevista a entrega de casas no Parque das Tribos, espaço de destaque para moradia na região. A passagem pelo Amazonas marca a quarta ida do presidente ao Estado no atual mandato.
Acompanhando Manaus, Lula já soma 36 viagens em 2026, por 11 estados. A pauta no Amazonas envolve alianças para as eleições de outubro, com o PT buscando espaço na chapa majoritária diante da disputa com o MDB. O partido avalia nomes que podem compor o palanque, incluindo potenciais candidatos ao governo e ao Senado.
Palanque no Amazonas
Alguns nomes são cotados para compor a aliança regional, ainda sem confirmação formal. Omar Aziz, que trabalha como pré-candidato ao governo, é visto como possível apoio de Lula. Eduardo Braga é apontado como principal articulador da visita e pode concorrer ao Senado.
Marcelo Ramos, ex-vice-presidente da Câmara e hoje no PT, é cotado para a disputa pela segunda vaga ao Senado. David Almeida, ex-prefeito de Manaus pelo Avante, também aparece como aliado possível do bloco governista. O PT busca manter equilíbrio entre influências locais e o alinhamento com o governo federal.
No cenário estadual, o MDB temam a fragmentação de votos entre centro-direita e centro-esquerda, o que pode favorecer a oposição. Em março, pelo menos 16 diretórios do MDB pediram neutralidade nas eleições presidenciais para manter foco nas disputas regionais.
A pesquisa AtlasIntel de maio de 2026 aponta rejeição de 55% ao governo federal no Amazonas, enquanto 41% aprovam Lula. O levantamento ressalta a dificuldade de consolidar um palanque estável no Estado diante desse cenário.
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