O setor produtivo pediu mais tempo para debater o fim da escala 6×1 e criticou a tramitação na Câmara. Representantes se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após avaliação de que a proposta é eleitoreira e irresponsável.
Paulo Skaf, presidente da Fiesp, afirmou que a PEC mistura dois temas: a escala de trabalho e a jornada semanal. Segundo ele, a média atual de 38 horas não supera o teto de 44, e cerca de 30% dos trabalhadores atuam no 6×1.
Ele também disse que mudanças precisam considerar as diferenças entre setores econômicos, com mais de 2 mil segmentos distintos. A conclusão, na visão do empresário, depende de cautela e negociação setorial.
Mudança de tema e reação do Senado
Skaf informou que Alcolumbre ouviu os argumentos com atenção e reconheceu impactos variados para indústria, comércio, agronegócio, bares, restaurantes e shoppings. O presidente do Senado seria receptivo à discussão mais ampla.
Na Câmara, a tramitação acelerada é alvo de críticas. Parlamentares analisam o relatório de Leo Prates que prevê fim da escala 6×1 e redução gradual da jornada de 44 para 40 horas, sem diminuir salários.
Passos da proposta e próximos desdobramentos
O texto de Prates prevê duas etapas de transição: 60 dias após promulgação, queda para 42 horas e dois dias de folga; após 12 meses, redução para 40 horas. A Câmara já iniciou a análise pela comissão especial.
A bancada do governo apoia a PEC, e a expectativa é que o tema siga para o plenário após a comissão. Em seguida, a proposta deverá tramitar no Senado, com possíveis ajustes.
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