A Polícia Federal investiga a relação entre o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O STF autorizou buscas após mensagens revelarem encontros antes de aportes do Rioprevidência, o fundo de pensão estadual. A defesa de Castro e o Banco Master negam irregularidades.
Conforme as mensagens obtidas pela PF, encontros entre Castro e Vorcaro ocorreram no Brasil e no exterior antes de aportes milionários efetuados pelo Rioprevidência. Um jantar em Nova York, em 11 de maio de 2023, é citado como marco inicial das tratativas.
Jantar em Nova York e primeira aplicação
O governador enviou o RSVP ao empresário e recebeu o endereço de um restaurante na cidade. No dia seguinte, Castro agradeceu o encontro em mensagem interna. A PF afirma que o jantar teve custo acima de US$ 13 mil, pago por Vorcaro.
Aportes do Rioprevidência começam
Seis meses após o encontro, o Rioprevidência iniciou investimentos no Banco Master. Em 1º de novembro de 2023, foram aplicados 40 milhões de reais na instituição financeira. Aproximação entre as partes é indicada pelas mensagens.
Encontros em São Paulo e novos aportes
Em 6 de novembro, Castro e Vorcaro se reuniram em São Paulo. Quatro dias depois, o Rioprevidência realizou novo aporte de 80 milhões de reais no Banco Master. Em dezembro daquele ano houve investimento adicional de 200 milhões em Letras Financeiras do banco.
Reuniões no governo e novo diálogo
Entre março de 2024, Vorcaro e Castro combinaram encontro no Palácio Laranjeiras, residência oficial, conforme a PF. O empresário questionou o volume de investimentos já realizados pelo Rioprevidência, recebendo informações de funcionários.
Degustação milionária em Nova York
Em maio de 2024 houve uma degustação de uísque restrita a dez convidados, segundo as mensagens. Vorcaro informou o evento, e Castro confirmou presença. O custo do evento também é citado pela PF como superior a 1 milhão de dólares.
Desfecho da apuração
A PF aponta que, até o momento, foram identificados ativos do Rioprevidência vinculados ao Banco Master, totalizando cerca de 3,691 bilhões de reais. A defesa de Castro e o banco negam irregularidades e afirmam que as operações seguiram critérios técnicos.
A PF continua a apurar a origem e a finalidade dos aportes, bem como a possível influência de contatos entre autoridades públicas e o banco. As informações oficiais apontam para uma linha integrada de encontros e investimentos.
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