Na Câmara dos Deputados, uma sessão rápida neste 27 de abril visou apenas cumprir o prazo regimental para destravar a votação da PEC que encerra a escala 6×1. A apuração indica que o PL não libera apoio, mas descarta punições a dissidentes. A votação na comissão especial pode ocorrer ainda hoje, caso haja aprovação, seguindo para o plenário na quinta-feira.
A negociação girou em torno do relatório do deputado Leo Prates, que propõe uma transição em duas etapas para a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. A implementação ocorreria em 14 meses, com o fim da escala 6×1 dentro de 60 dias. Divergências entre oposição e base governista atrasaram ajustes ao texto.
Situação da votação e agenda
O presidente da Câmara, Hugo Motta, atua para acelerar a tramitação e já busca alinhamento com o Senado para avançar a proposta. O PT defende votação nominal na comissão, com identificação de cada voto, para expor parlamentares que se posicionarem contrários.
Estratégia do PL e cenário interno
O PL orienta voto contra a PEC, sem punição a quem votar a favor. Três deputados do partido sinalizaram apoio à proposta, evidenciando divisões internas. A pauta também envolve a defesa da escala 4×3 como alternativa, apresentada pela deputada Erika Hilton, visando marcar posição ao governo sem apoio formal à PEC.
perspectivas e implicações
Segundo apuração, o acordo entre Lula e Motta busca preservar integralmente o texto do relator Leo Prates. A expectativa é de resistência significativa entre parlamentares da oposição, mesmo com a pressão de aversão à demora da área eleitoral associada à medida.
Contexto institucional e pontos-chave
A comissão especial tem como prazo o fim deste mês para deliberar, mantendo a agenda de votação no plenário. O objetivo é encerrar etapas de negociação e permitir que o tema, que envolve mudanças na jornada de trabalho, avance no Congresso com maior clareza sobre o apoio dos deputados.
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