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Governo investiga apps de delivery por omissão de repasses a entregadores

Senacon abre procedimento contra iFood e Keeta por suposta omissão de repasses a entregadores; multas podem chegar a R$ 14 milhões

motoboy na rua
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A Senacon abriu um processo para investigar o iFood e a Keeta por suposta omissão de repasses e de transparência sobre o valor retido pela plataforma e a fatia destinada aos entregadores. A ação envolve possível descumprimento da norma que obriga a detalhar na nota fiscal quanto fica com o aplicativo e quanto é repassado a motoristas, entregadores e estabelecimentos.

A medida foi anunciada na quarta-feira (27/5). Segundo Ricardo Morishita, secretário nacional do Consumidor, as empresas podem ser multadas em até 14 milhões de reais caso persista o descumprimento. O prazo de 30 dias para adequação terminou em 24 de abril.

A Senacon identificou indícios de descumprimento após o período de acompanhamento inicial. O iFood informou ter recebido com surpresa a abertura do processo e afirmou que tentou dialogar com o órgão sem retorno para tratar tecnicamente das novas regras. A Keeta negou o descumprimento, afirmando que o recibo já informa o valor total pago e a parcela destinada à plataforma, à entrega e aos estabelecimentos.

Reações e próximos passos

O iFood disse estar em processo de implementação das adequações necessárias à Portaria 61/2026, com mudanças previstas na arquitetura de sistemas, no aplicativo e em novas funcionalidades. A Keeta ressaltou o compromisso com a transparência, o diálogo com autoridades e a sociedade.

A abertura formal do processo será publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (28/5). Após a publicação, as empresas terão 20 dias para apresentar defesa. A Senacon continua monitorando o cumprimento da norma durante esse período.

Segundo Morishita, apenas a Uber e a 99 já cumprem as exigências de transparência entre as plataformas avaliadas. No total, 11 plataformas estão sob monitoramento pela Secretaria. Outras sete permanecem sob averiguação, com possibilidade de abertura de novos processos caso não haja adequação.

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