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Marcola nega conhecer Deolane e rejeita Narigudo atribuído pela polícia

Marcola afirma não conhecer Deolane e rejeita o vulgo 'Narigudo' atribuído pela polícia; defesa diz estar surpresa e indignada com a Operação Vérnix

Marcola afirma que não conhece Deolane e rechaça vulgo ‘Narigudo’ que Polícia lhe atribui
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Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, negou conhecer a influenciadora Deolane Bezerra e rejeitou o vulgo atribuído pela polícia de Narigudo. A declaração foi veiculada por meio do advogado Bruno Ferullo Rita, em resposta à Operação Vérnix, que o indiciou por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A defesa informou que o líder do PCC ficou surpreso e indignado com as acusações que o colocam como beneficiário de um esquema de ocultação de recursos financeiros da facção. O inquérito envolve uma transportadora de fachada em Presidente Venceslau, interior de São Paulo, conforme o material apresentado pela Polícia e pelo Ministério Público.

Ferullo relatou que Marcola esteve com o cliente em atendimento na Penitenciária Federal em Brasília no dia 25, para que o criminalista o atualizasse sobre o andamento do caso. O encontro ocorreu após a divulgação do conjunto de provas da Vérnix.

Envolvidos e estrutura do suposto esquema

A investigação aponta Everton dos Santos, conhecido como Player, como alguém com ligações estreitas com Deolane e como elo entre a influenciadora e o líder da facção. Além deles, aparecem o irmão de Marcola, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos, Leonardo e Paloma, que está foragida na Espanha.

Segundo o inquérito, Deolane administrava 35 empresas de fachada vinculadas ao mesmo endereço, um conjunto habitacional em Martinópolis, servindo para movimentação de recursos destinados à cúpula do PCC. Deolane nega qualquer relação com Marcola e com o crime organizado e permanece recolhida na Penitenciária de Tupi Paulista.

Marcola, que está preso desde 1999 e cumpre regime de total incomunicabilidade desde 2019, afirmou que não tem relação com a transportadora mencionada. A defesa sustenta que o objetivo é provar a inocência do réu ao longo das investigações.

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