O pai de Henry Borel revelou, durante o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros, que existe um segundo caso de agressão envolvendo Jairo. A informação foi apresentada pouco antes de uma das sessões. O julgamento ocorre no Rio de Janeiro.
Henry Borel, que faleceu aos quatro anos, era filho de Monique Medeiros; Jairo era o padrasto. O menino ficou inconsciente no apartamento em que os dois estavam e foi levado ao Barra D’Or, onde não resistiu. A perícia apontou agressões físicas como causa da morte.
O julgamento de Jairo e Monique teve início há dois meses e teve sessões na segunda, terça e quarta-feira. Leniel Borel, pai de Henry, afirmou que Jairo teria agredido outra criança, chegando a queimá-la em um caso não investigado anteriormente.
Revelação de Leniel e acusações
Leniel afirmou que esperou para falar, seguindo orientação dos advogados, para não atrapalhar a defesa. Ele citou contatos feitos por Jairo com autoridades e políticos na tentativa de evitar registro e IML. O pai também rebateu alegações sobre uso de computador. Atribuiu à defesa de Jairo a tentativa de apagar informações do celular de Monique durante o período.
Durante a sessão de hoje, um médico psiquiatra avaliou Jairo, descrevendo traços de perversidade e prazer em provocar sofrimento em crianças. Jairo responde por homicídio qualificado, tortura, fraude processual e coação no curso do processo. Monique responde por homicídio, tortura, coação e fraude processual.
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