O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) afirmou, em entrevista à RECORD NEWS, que a escala 6×1 se tornou uma forma de escravidão moderna. Ele defende que não há evidência científica que justifique manter uma jornada tão extensa para o trabalhador.
Nesta quarta-feira, 27, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou o relatório da proposta que altera a jornada de trabalho. O texto segue para análise no plenário, ainda sem data definida.
Lopes afirma que o Brasil está preparado para a redução de duas horas na jornada, com implementação em 60 dias após a promulgação. A meta é tornar a economia mais flexível sem prejudicar a produção.
Sobre a proposta do líder do PL, Sóstenes Cavalcante, que sugeriu a defesa da escala 4×3 com prazo de adaptação zerado, o deputado considera a medida um ato de desespero. Segundo ele, a mudança não deve ocorrer de forma imediata.
O parlamentar esclarece que setores que precisam funcionar todos os dias podem adotar escalas distintas e horários combinados. Para ele, a redução não precisa ser obrigatoriamente de dias consecutivos, mantendo atendimento essencial.
Lopes aponta que, em comparação, trabalhadores que já recebem menos horas têm salários menores e menos oportunidade de qualificação. Ele cita que quem já tem redução na escala pode ganhar até R$ 31.500 a mais, o que, segundo ele, demonstra ganho de renda e melhoria na produtividade.
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