Gilmar Mendes, ministro do STF, afirma que o impeachment no Brasil funciona como uma espécie de parlamentarização do presidencialismo, ocorrendo quando não há construção de maiorias no Congresso. A avaliação faz parte do documentário 963 Dias, sobre o governo de Michel Temer, dirigido por Bruno Barreto.
No filme, Mendes sustenta que crises que minam a base de apoio ao governo costumam abrir espaço para o impeachment como uma solução de natureza política. A produção deve estrear no segundo semestre, conforme divulgação dos realizadores.
Além de Mendes, o documentário traz o ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia como participante. Maia defende uma reavaliação do instrumento, inclusive questionando o processo de decisão pela presidência da Câmara e destacando que a atuação é muito individual.
Maia foi responsável por analisar diversos pedidos de impeachment durante os governos Temer e Bolsonaro, acrescentando ao material uma visão sobre a condução e a aplicação do processo no Legislativo. O filme busca trazer diferentes perspectivas sobre o tema.
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