O líder do governo no Congresso, Paulo Pimenta (PT-RS), criticou a atuação dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro após os EUA classificar o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras. Ele chamou a suposta intervenção dos Bolsonaro de possível traição e afirmou que o Brasil não precisa se ajoelhar para enfrentar o crime.
Pimenta disse que a extrema direita pode tentar transformar a decisão em palanque político ou justificar interferência externa. Ele pediu que a segurança pública seja tratada com responsabilidade, sem entreguismo e com leis aplicadas na prática.
A decisão dos Estados Unidos foi anunciada pelo Departamento de Estado na quinta-feira, 28 de maio. O objetivo foi classificar o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras, em reação a episódios ligados ao crime organizado.
Decisão dos EUA
O anúncio ocorreu um dia depois de Flávio Bolsonaro se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para tratar de questões ligadas às facções. Flávio também esteve com autoridades norte-americanas nesta semana e teria discutido o tema com o governo dos EUA.
Após a decisão, o filho do ex-presidente comemorou o feito em redes sociais, chamando o dia de grande dia. A reação de Flávio integrou uma sequência de declarações públicas ressaltando apoio à medida.
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