O presidente Lula (PT) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) vão se reunir nesta quinta-feira, em Brasília, para tratar de impasses regionais que podem atrapalhar as candidaturas de outubro. O encontro contará com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A reunião visa destravar palanques em estados estratégicos para a aliança entre PT, PSB e aliados.
Para Lula, Minas Gerais passou a ser prioridade, por ser o segundo maior colégio eleitoral do país e, historicamente, um alvo decisivo para consolidar a vitória nacional. Em pauta está a possibilidade de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) concorrer ao governo, o que poderia fortalecer a aliança com PT, PSB, MDB e setores de centro. A filiação de Pacheco ao PSB foi apresentada como peça-chave, embora ainda não confirmada.
Minas Gerais
Sem a confirmação de Pacheco, aumenta a dificuldade de montar um nome competitivo no estado. O PT avalia que o senador pode desistir da disputa a qualquer momento, o que expõe fragilidades da estratégia eleitoral local. O nome de Josué Alencar já foi mencionado como alternativa, porém não possui estrutura ou base consolidadas.
São Paulo
Outro tema envolve a disputa de duas vagas ao Senado na chapa que inclui Fernando Haddad (PT). A ex-ministra Simone Tebet (PSB) já está praticamente assegurada para uma das vagas. O segundo assento está em aberto entre Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede), com o PSB pressionando pela ida de França ao Senado, argumentando que ele abriu mão de disputas anteriores pela aliança com o PT.
Distrito Federal
No DF, a aliança PT-PSB passou a enfrentar atritos internos. O PT lançou Leandro Grass, ex-presidente do Iphan, como pré-candidato ao governo local, movimento visto como estratégia para reduzir a chance de Ricardo Cappelli (PSB). Campos e aliados desejam sinalizações melhor posicionadas de Lula nesse cenário.
Pernambuco
João Campos aguarda, ainda, sinais mais claros sobre o papel de Lula em Pernambuco, onde é pré-candidato ao governo contra a atual governadora Raquel Lyra (PSD). O PSB busca atuação direta de Lula para impedir o fortalecimento de adversários locais e candidaturas alinhadas a rivais do PSB.
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