O ex-presidente Donald Trump reabriu nesta quarta-feira a ação de difamação de 10 bilhões de dólares contra o The Wall Street Journal, no tribunal federal da Flórida. A queixa revisada é mantida na mesma vara do sul do estado.
A ação foi apresentada na Corte Distrital dos EUA para o Sul da Flórida. O juiz Darrin P. Gayles havia rejeitado a versão anterior em abril, alegando falta de demonstração plausível de malícia real por parte do jornal.
O processo envolve uma matéria publicada em 17 de julho, sobre uma carta e um desenho de uma mulher nua que teriam sido assinados por Trump em um álbum de 2003 feito para Jeffrey Epstein. A peça afirmou que o Journal analisou a carta e incluiu o próprio Trump negando a assinatura.
Conteúdo da ação e alegações
Os advogados de Trump sustentam que a carta não foi escrita nem assinada pelo ex-presidente. Na reclamação revisada, eles afirmam malícia real por parte do jornal e de seus repórteres por não explicar como a carta foi obtida e como as informações foram verificadas.
Também argumentam que os repórteres deveriam ter incluído um pedido de desculpas de Ghislaine Maxwell, associada de Epstein que compilou o livro de aniversário. A matéria afirmou que Maxwell não respondeu a um pedido de entrevista feito em prisão. Posteriormente, Maxwell disse ao Department of Justice não recordar ter recebido a carta.
A queixa menciona ainda telefonema de Trump para Rupert Murdoch, chefe-executivo da News Corp, pouco antes da publicação, segundo o documento. Trump afirma ter sido informado por Murdoch de que o artigo seria controlado, o que não ocorreu, conforme a alegação.
Demandados e posicionamentos
A ação aponta para a News Corp como empresa controladora, além de Murdoch e Robert Thomson, CEO da News Corp, a Dow Jones (editora do Journal) e dois repórteres do veículo como réus. A Dow Jones reiterou confiança na qualidade de sua apuração e disse que defenderá a ação.
Situação processual e próximos passos
Não houve acordo entre as partes até o momento. O queixa revisada deverá seguir para análise no tribunal americano, com as partes apresentando defesas adicionais conforme o andamento do caso. A data de julgamento permanece a ser definida pelo tribunal.
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