A Câmara dos Deputados aprovou a PEC que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais. O texto garante dois dias de descanso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos. A votação ocorreu na terça-feira, 27, e o relatório segue para o Senado.
A aprovação consolidou articulação entre o Planalto e a liderança de Hugo Motta (Republicanos-PB). O governo avalia a medida como marco para a formalização de uma rotina de trabalho mais curta no setor privado.
O PL tentou adiar a votação, sugerindo que a discussão ficasse para o texto de Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe três folgas e 36 horas de expediente. A manobra não se confirmou e a PEC avançou no plenário.
Votos por legenda
- PSL: votação majoritária a favor, com 22 contrários distribuídos entre legendas de oposição e de centro.
- Novo: registrou quatro votos contrários; houve uma obstrução de Luiz Lima (Novo-RJ).
- MDB: dois votos contra, de Carlos Chiodini e Rafael Pezenti.
- União Brasil: dois votos contrários, Fabio Schiochet e Fausto Pinato.
- PP: dois deputados registraram posição contrária, Sergio Turra e Kim Kataguiri respondeu pela legenda.
- PSD: Lucas Redecker votou contra.
- PT: todos os 65 presentes acompanharam o governo, favoráveis.
- Libra: maioria favorável, com o apoio institucional à PEC.
- demais siglas: houve votações favoráveis em blocos com 472 votos a favor e 22 contrários.
Ausências
Foram 18 os quadros ausentes na sessão. Entre eles estavam Adolfo Viana (PSDB-BA), Alexandre Leite (União Brasil-SP) e Pedro Lupion (Republicanos-PR). Também não estiveram presentes nomes de MDB, PP, Cidadania e outras legendas.
Entre na conversa da comunidade