O Portal de Verificação analisou a perseguição de boatos sobre o dia do atentado a Jair Bolsonaro. A notícia circula como se Adélio Bispo estivesse registrado na Câmara dos Deputados no dia do crime, em 2018, insinuando uma rede de proteção. Dados oficiais mostram que o registro é fruto de erro humano e não de informações recentes.
Segundo apuração, o boato remete a um equívoco de um recepcionista terceirizado responsável pelo controle de entradas. Foi pedido um checamento após a like repercussão da agressão. O sistema de registro foi consultado por policiais legislativos, que verificaram registros de 2013, não de 2018, no dia 6 de setembro.
A Câmara dos Deputados informou que o funcionário tentou atualizar cadastros, mas acabou criando novos registros de entrada por engano. Ao perceber o erro, o recepcionista comunicou aos superiores, porém o sistema antigo impediu a exclusão dos registros. A investigação não chegou a inquérito e foi arquivada pela Câmara.
A reportagem também confirma que a Polícia Federal concluiu, em 2018, que Adélio Bispo agiu sozinho por motivações políticas. Em 2020, a PF firmou o entendimento de que não houve envolvimento de agremiações, facções ou grupos organizados. As conclusões oficiais não revelam qualquer rede de proteção mencionada no boato.
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