Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, questionou se os EUA também vão classificar as milícias do Rio de Janeiro como organizações terroristas, após o Departamento de Estado anunciar a inclusão do PCC e do CV nessa categoria.
Segundo o governo norte-americano, o PCC e o CV passam a ser considerados “organizações terroristas estrangeiras” a partir de 5 de junho, justificando que as facções são entre as mais violentas do Brasil e comandam milhares de integrantes.
Boulos disse ao Poder360 que aguarda confirmação sobre possíveis mudanças no entendimento norte-americano em relação às milícias do Rio de Janeiro e suas ligações com setores ligados ao clã Bolsonaro.
Contexto
O Departamento de Estado dos EUA classificou PCC e CV como “organizações terroristas globais especialmente designadas”, destacando ataques contra policiais, autoridades e civis e atividades de alto nível de violência.
A decisão foi anunciada um dia após o senador Flávio Bolsonaro, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, ter se reunido com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Washington.
A proximidade temporal entre os acontecimentos motivou leituras e interpretações de apoio ou críticas de diferentes atores políticos sobre o peso dessa designação internacional.
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