Cláudio Castro, ex-governador do Rio, desistiu de concorrer ao Senado pelo PL após diálogos que revelam proximidade com Daniel Vorcaro, dono do Master. A PF amplifica apurações sobre favorecimento a Refit e aportes do Rioprevidência, fundo de pensão do estado.
Castro comunicou a decisão ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e ao líder fluminense Altineu Côrtes. O partido teme contaminação da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e prejuízos a outros nomes no Rio.
A cúpula do PL já articula substituto. Sóstenes Cavalcante, líder do partido na Câmara, aparece como nome mais cotado para a vaga no Senado.
Contexto institucional
O TSE declarou inelegível Castro um dia após sua renúncia ao governo do Rio. A situação segue sob avaliação do STF, após pedido de vista do acórdão, enquanto o TJ-RJ assume interinamente a gestão estadual.
A frente de Vorcaro e os gastos
Segundo a PF, Vorcaro organizou jantares e encontros luxuosos, como no Nusr-Et Steakhouse New York, com gastos acima de R$ 60 mil. Registros indicam mensagens sugerindo tratamento exclusivo a Castro.
Entre os registros, há menção de consumo de carnes com ouro 24 quilates, vinhos e champanhes caros. Mensagens discutem a presença do chef Turco e a satisfação com o encontro.
Viagens e aportes financeiros
A investigação aponta encontros em palácios do governo fluminense e uma degustação de uísque em Nova York, em maio de 2024, com gasto estimado em mais de US$ 1 milhão. No dia seguinte, Rioprevidência fez novo aporte de R$ 80 milhões no Master.
A PF também identifica que, após o jantar, houve movimentação de recursos do Rioprevidência no Master, totalizando dezenas de milhões de reais em 2023. O ex-banqueiro não participou do jantar, mas esteve em Nova York na época.
Defesas e próximas etapas
As defesas de Castro afirmam ausência de irregularidades. O Master sustenta que as operações com o Rioprevidência seguiram critérios técnicos e legais. O PL avalia novas alternativas para manter o palanque no estado.
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