A CPI das pirâmides financeiras da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) pode ganhar mais 60 dias de prazo para seguir com seus trabalhos. O pedido foi protocolado nesta sexta-feira (29) pelos membros da comissão.
Criada para apurar golpes envolvendo promessas de altos rendimentos, especialmente por meio de criptomoedas ou esquemas de marketing multinível, a CPI enfrenta dificuldade de quórum. Nove encontros foram planejados, mas apenas um ocorreu, em 4 de março.
Situação atual
O andamento da comissão está sob o comando do vice-presidente, deputado Paulo Fiorilo (PT), após troca de partido do ex-presidente Guto Zacarias (Missão). Fiorilo protocolou a prorrogação no dia 22, com o objetivo de evitar a extinção da CPI no dia 1º de junho.
Caso a prorrogação não seja aprovada, a CPI poderá encerrar as atividades. Entre as ações já discutidas estão a convocação do banqueiro Daniel Vorcaro e a análise de conexões entre consultorias financeiras, regimes próprios de previdência municipal e fundos ligados ao Banco Master.
Contexto e desdobramentos
Os parlamentares buscaram esclarecer ramificações do caso no estado, visando proteger trabalhadores e aposentados de operações de alto risco. O portal Metrópoles traz detalhes sobre as movimentações e os objetivos da comissão diante dos novos desdobramentos.
A origem da comissão remonta ao interesse em investigar golpes que têm como público-alvo pequenos investidores. A continuidade dos trabalhos depende da aprovação do novo prazo de 60 dias, conforme apurado pelos membros.
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