O governo brasileiro criticou a notícia dos Estados Unidos sobre classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas. A reação ocorreu após o Departamento de Estado anunciar a medida, alegando risco de interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil.
Segundo o Planalto, brasileiros próximos ao governo buscam apoio externo para pressionar autoridades nacionais. A nota cita encontros de Flávio Bolsonaro com autoridades americanas em Washington para defender a classificação dos grupos.
Na ocasião, Flávio Bolsonaro se reuniu com o ex-presidente Donald Trump e com o secretário de Estado, segundo o governo brasileiro, para discutir o enquadramento. A Presidência afirma que ações assim não devem violar a soberania do Brasil.
Aponte o Planalto que o uso de medidas unilaterais pode prejudicar o combate ao crime e afetar a economia. A nota cita impactos potenciais no PIX, no sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, e na cooperação entre as polícias.
O governo afirma que as facções atuam principalmente com foco econômico, por meio do tráfico de drogas e armas, e não devem ser enquadradas como terrorismo internacional. A defesa reforça que a legislação brasileira já prevê penas duras para crimes organizados.
Especialistas ouvidos no briefing do Planalto divergem: apontam que leis brasileiras são mais específicas que a classificação de terroristas estrangeiros. O governo brasileiro afirma que a soberania é inegociável e que não aceitará interferência externa.
Apesar das críticas, o Planalto sustenta a continuidade da cooperação internacional no combate ao crime. A proposta de ampliar cooperação com os EUA foi apresentada em abril, especialmente em áreas como lavagem de dinheiro e tráfico transnacional de armas.
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