Após o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) anunciar que não concorrerá ao governo de Minas Gerais, o PT decidiu apostar em candidatura própria, sem fechar portas para alianças. A decisão foi anunciada durante um seminário em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, neste fim de semana.
A Executiva do PT em Minas aprovou uma resolução para discutir uma candidatura própria. A legenda busca chegar à convenção de julho com um nome para liderar a chapa, mantendo diálogo com outras legendas. Entre os nomes avaliados aparecem Sandra Goulart, ex-reitora da UFMG, e Reginaldo Lopes, deputado federal.
A ala interna do partido chegou a defender Marília Campos para o governo, mas seu nome foi confirmado para disputar o Senado. Rogério Correia, deputado federal, é visto como provável candidato à reeleição. A direção do PT enfatizou a necessidade de respeitar o processo interno e o peso do PT de Minas na construção da tática nacional.
Avanços e contatos com aliados
O presidente nacional do PT informou que o partido já iniciou conversas com aliados após o afastamento de Pacheco, buscando uma tática eleitoral alinhada à realidade mineira. Ele destacou a importância de ouvir o diretório estadual e enfatizou que Minas terá peso decisivo no cenário nacional.
Edinho Silva reiterou que há diálogo com o PSB e o PDT, aliados em várias frentes, incluindo possíveis entendimentos para o pleito em Minas. Também mencionou encontros com lideranças locais e técnicos de governo, ressaltando a necessidade de compor um palanque que apoie a candidatura de Lula no estado.
Leninha, líder do PT em Minas, ressaltou que a definição de um nome depende da disposição de subir no palanque com Lula. Ela informou que o partido continua avaliando opções locais, com a expectativa de consolidar uma candidatura até a convenção.
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