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Concessões rodoviárias colocam em xeque bandeira eleitoral de Tarcísio

Governo Lula supera Tarcísio em quilômetros de rodovias concedidos; em São Paulo, PPPs e maior complexidade elevam o custo e o tempo de obras

Tarcísio de Freitas em 2026
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Tarcísio de Freitas, hoje no governo de São Paulo, é questionado na linha de frente de concessões rodoviárias. Dados recentes comparam seu desempenho como ministro da Infraestrutura e como governador, frente a outros gestores, e apontam resultados mistos em termos de quilômetros concedidos e volumes de investimento.

Durante a gestão Bolsonaro, entre 2019 e 2022, Tarcísio leiloou cinco concessões federais, totalizando cerca de 3.100 km de estradas. Ao deixar o cargo para concorrer ao governo paulista, o atual governador substituiu com mais um leilão, elevando o total para aproximadamente 3.900 km.

No governo Lula, iniciado em 2023, o Ministério dos Transportes realizou 23 leilões de rodovias, somando 10 mil km de estradas até abril deste ano. A meta para 2026 é alcançar novas rodadas até dezembro, com o total podendo superar 14 mil km, o que supera em mais de três vezes o que houve na gestão anterior.

Como governador de São Paulo, Tarcísio promoveu seis certames entre 2019 e 2022, mais do que Doria/Garcia, porém a soma de malha repassada às concessionárias foi menor do que a transferência realizada pelo governo estadual anterior. Analistas destacam que o volume não é o único indicador de eficiência.

O Palácio dos Bandeirantes defende que comparar apenas extensão de malha ou valores arrecadados não mede a eficiência dos projetos. Segundo o governo, é preciso considerar desempenho, qualidade do serviço e segurança viária para avaliar as concessões.

Entre as mudanças de modelo, a gestão paulista utilizou PPP patrocinada em dois dos seis lotes leiloados, em que o Tesouro cobre parte dos custos ao longo de 30 anos. A estratégia contrasta com o modelo anterior, que dependia mais da arrecadação de pedágios para sustentar as obras.

Especialistas apontam que a PPP patrocinada pode ser justificável quando ativos não geram receita suficiente para financiar as obras exigidas. Em março, o governo citou vantagens em manter modicidade tarifária em empreendimentos menos rentáveis.

Entre os trechos contemplados pelos contratos, destacam-se o Lote Litoral Paulista, com rodovias como a Mogi-Bertioga, e o Lote Paranapanema, que envolve parte da Raposo Tavares. Nesses dois lotes, o governo comprometeu desembolsos anuais de quase R$ 453 milhões por 30 anos.

A discussão envolve também a comparação entre o desempenho de Tarcísio como ministro e como governador, frente a pares como Doria e Garcia. A avaliação final envolve indicadores de entrega, custos, prazos e impactos logísticos para a população.

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