A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação contra a produtora Karina Gama, responsável pelo filme Dark Horse, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro. A investigação envolve a Go Up Entertainment, ligada ao longa, e mira desvios de recursos em contratos firmados pela Prefeitura de São Paulo. A apuração envolve indícios de movimentações suspeitas em contratos de até 108 milhões de reais.
No bastidor, aliados de Flávio Bolsonaro tentam manter o tema afastado de sua atuação política. A estratégia tem sido evitar publicações ou declarações públicas que reforcem qualquer vínculo entre o senador e as investigações em curso. A ideia é não alimentar a relação entre o caso e a família Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro já se manifestou publicamente, negando qualquer ligação entre a produção do filme e contratos sob apuração, em evento em Belo Horizonte. Ele afirmou que a investigação não se refere ao filme e disse duvidar que a Polícia Civil seja usada para fins eleitorais.
Reação política
Governistas passaram a associar o caso ao entorno da família Bolsonaro nas redes. Parlamentares da oposição mencionaram a produtora Karina Gama e referências a tratativas financeiras envolvendo o longa Dark Horse. A menção incluiu informações veiculadas por veículos de imprensa e relatos sobre recursos solicitados ao Banco Master. As declarações destacam a necessidade de esclarecer a origem de eventuais repasses para a produção.
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