Diogo Cortiz, professor de Tecnologia da Inteligência na PUC-SP, afirma que o ritmo da IA deslocou o poder para o capital privado, em detrimento de governança pública. O especialista destaca que governos tentam participar do debate, mas com desafios de regulação e estratégia.
Para Cortiz, é a primeira vez na história que uma tecnologia tão potente é guiada por interesses econômicos privados, o que amplia preocupações sobre riscos e controle. Ele observa que países buscam mecanismos para reduzir essa assimetria.
A China centralizou esforços de IA desde 2017 e, no plano Quinquenal, lançou o projeto AI Plus para transformar a economia com maior intervenção estatal, segundo o pesquisador. Em contraponto, os EUA apresentam modelo mais descentralizado.
Nos Estados Unidos, a liderança do setor tem ficado com grandes empresas, sem um plano central de IA, o que gera debates sobre governança e controle interno, aponta Cortiz. Há tentativas de reforçar mecanismos regulatórios e de avaliação.
Essa tensão entre governo e setor privado preocupa autoridades federais de Washington, que tentam recalibrar o equilíbrio de forças. O estudo aponta desafios ideológicos ao buscar políticas de regulação mais efetivas.
O panorama é descrito pelo WW Especial, apresentado por William Waack, exibido aos domingos às 22h pela CNN Brasil. A reportagem destaca a rivalidade entre modelos de governança de IA adotados por EUA e China.
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