Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Gilmar Mendes afirma que Judiciário é fiador da estabilidade institucional

Gilmar Mendes afirma que o Judiciário é fiador da estabilidade institucional em meio à polarização, desinformação e controle das big techs

Photo
0:00
Carregando...
0:00

O judiciário foi apresentado como fiador da estabilidade institucional em meio à polarização, desinformação e disputas entre poderes. Gilmar Mendes, ministro do STF, afirmou isso ao abrir o XIV Fórum de Lisboa, na Universidade de Lisboa, em 1º de junho.

Segundo o ministro, democracias enfrentam desafios graves no cenário interno, com o sectarismo e a desinformação corroendo o debate público. Mendes destacou que o Judiciário, ao buscar a estabilidade, é criticado por exorbitar competências.

Momentos de inflexão

Mendes apontou um momento de inflexão na ordem global, citando tensões no multilateralismo e nas relações entre Estados. Conflitos armados, sanções e disputas tecnológicas foram citados como fatores que redesenham o tabuleiro geopolítico.

Ele também recorreu a Norberto Bobbio para reforçar que promessas não cumpridas do projeto democrático existem, como oligarquias, poder invisível e educação cidadã insuficiente. A ameaça atual inclui grandes poderes privados transnacionais.

Tecnofeudalismo e regulação

O ministro mencionou Yanis Varoufakis ao falar de tecnofeudalismo, descrevendo a concentração de poder nas plataformas digitais. Segundo ele, as big techs impõem domínio que pode subjugar Estados e afetar a soberania nacional.

Mendes afirmou que o constitucionalismo precisa atuar também no controle do poder privado das plataformas. Ele defendeu o constitucionalismo digital e a regulação de plataformas e IA como condição da preservação democrática.

No Judiciário e no Legislativo

O decano do STF lembrou avanços recentes no Brasil, citando a decisão de junho de 2025 sobre os Temas 987 e 533 da repercussão geral, que declarou inconstitucionalidade parcial do art. 19 do marco civil da Internet. Novos parâmetros de responsabilização de plataformas foram fixados.

Ele mencionou também os decretos 12.975 e 12.976, de 2026, que criaram atribuições para a Autoridade Nacional de Proteção de Dados fiscalizar o cumprimento das regras pelas plataformas. Mendes ressaltou necessidade de atuação proativa dos poderes.

Regulação digital e cooperação internacional

Mendes afirmou que proteger direitos na internet requer arquitetura regulatória justa e efetiva, com participação dos Poderes. Ele defendeu atuação proativa para enfrentar a fluidez e ubiquidade dos poderes digitais.

O ministro enfatizou que a soberania na era digital envolve coordenação e cooperação internacionais, não isolamento. Ele encerrou citando Habermas, ressaltando a preservação da esfera pública democrática diante de algoritmos e desinformação.

O Fórum XIV de Lisboa

O evento, que vai de 1 a 3 de junho, tem como tema Nova Ordem Internacional, Tecnologia e Soberania: Desafios democráticos, econômicos e sociais. Participam autoridades e acadêmicos para debater IA, regulação de plataformas e impactos tecnológicos na democracia.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais