O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discute a indicação do ex-ministro Márcio França para a vice na chapa de Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo. A reunião ocorreu na semana passada, com a participação de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin. França também esteve em contato com Haddad para alinhar o palanque no estado.
França mantém a prioridade de disputar o Senado, apesar de não descartar a possibilidade de mudar de ideia. Em entrevista, ele afirmou que respeita a decisão do presidente e citou sua longa trajetória pública como base para pleitear o Senado, caso haja necessidade. A declaração foi feita após um evento em São Paulo.
Lula e Alckmin intensificaram as negociações sobre o palanque paulista diante da pressão de França para ficar com uma vaga no Senado. Na semana anterior, o presidente também se reuniu com João Campos, presidente nacional do PSB, para tratar de chapas estaduais.
Em São Paulo, o PSB já anunciou a pré-candidatura de Simone Tebet ao Senado, e Marina Silva, da Rede, busca a outra vaga. Haddad tenta atrair apoio da centro-direita para a vice, mas sem avanço concreto até o momento. A tendência é manter França na condição de vice.
Caso França confirme a vaga, a chapa tende a lembrar a configuração de 2022, quando França cogitou o governo e acabou apoiando Haddad. Naquele ciclo, França indicou a esposa para a vice; agora ele pode ocupar o espaço dele na chapa atual.
Haddad afirmou que a definição da composição depende de acordo conjunto com Lula. Em entrevista à Folha de S. Paulo e ao UOL, o pré-candidato disse que a decisão sobre a vice será alinhada entre os dois líderes, com participação de João Campos e Márcio França.
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