A Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação na manhã desta segunda-feira (1º) para apurar desvios em um contrato entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB). Os mandados de busca atingiram a sede da Go UP Entertainment, produtora do filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro, a casa de Karina Ferreira da Gama e a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia. A investigação mira possíveis pagamentos sem prestação de serviços e fraude em licitação, com motivação ligada a uso de verbas públicas.
A ação foi autorizada pela Vara de Garantias do Tribunal de Justiça de São Paulo. Segundo a investigação, o contrato com o ICB previa fornecimento de Wi-Fi gratuito pela Prefeitura, estimado em 108 milhões de reais. Movimentações financeiras sigilosas de Karina e do ICB vêm sendo analisadas, conforme pedido da Polícia Civil.
A polícia apura frustração do caráter competitivo do procedimento licitatório, fraude na execução do contrato e uso irregular de verbas públicas. A suspeita é de pagamento acima de valores de mercado, com serviços não prestados ou subutilizados, e ligações com o financiamento do filme.
Alvos e perícia
A operação alcançou a sede da Go UP Entertainment, a casa de Karina e as sedes da Secretaria de Inovação e do Instituto Conhecer Brasil. Em análise estão contratos, notas fiscais e relatórios de inteligência financeira do Coaf sobre movimentações atípicas. O objetivo é esclarecer se houve desvio de recursos.
Defesa e posicionamentos
A Prefeitura informou colaborar com as investigações e que o material solicitado já estava disponível. Também afirmou que o contrato com o ICB ocorreu dentro dos princípios de legalidade e transparência. Karina negou irregularidades relacionadas ao filme e à contratação.
Reações
Flávio Bolsonaro afirmou que a ação policial não tem relação com o filme. A investigação envolve indícios de pagamentos por serviços não prestados e possível ligação de parte dos recursos à produção audiovisual, segundo apuração da imprensa.
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