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Petro afirma não aceitar resultado da eleição na Colômbia

Petro rejeita a pré-contagem da empresa privada dos irmãos Bautista e afirma que só aceitará os resultados oficiais das comissões escrutinadoras, dirigidas pelos juízes

Petro publicou foto da sua ida à urna eleitoral e incentivou a população a fazer o mesmo
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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou não aceitar os resultados da pré-contagem do 1º turno da eleição presidencial. Ele afirmou, em publicação no X, que só reconhecerá os dados oficiais das comissões escrutinadoras, dirigidas por juízes, como válidos.

Abelardo de la Espriella, da direita, e Iván Cepeda, da esquerda, avançaram ao 2º turno, marcado para 21 de junho de 2026. Cepeda, senador pelo Pacto Histórico, conta com o apoio de Petro. La Espriella somou 43,73% dos votos; Cepeda, 40,91%. Paloma Valencia ficou em 3º, com 6,92%.

Para Petro, a pré-contagem divulgada pelo grupo privado dos irmãos Bautista não tem força vinculante nem norma pública. Ele afirmou que houve alterações no software de contagem na última semana, elevando em 800 mil o número de votos atribuídos a eleitores não cadastrados no censo oficial.

Contagem e legitimidade

O chefe de Estado sustenta que existem dois censos diferentes: o oficial e o do software utilizado na pré-contagem. Segundo ele, o sistema aponta 800 mil pessoas a mais do que o censo oficial. Também afirmou que centenas de milhares de votos foram adicionados em mesas já impugnadas, sem identificação de eleitores.

Na estrutura eleitoral colombiana, a contagem possui duas etapas. A pré-contagem ocorre na noite da eleição, sem efeito legal. O escrutínio oficial, conduzido por comissões de juízes, notários e outros funcionários públicos, revisa irregularidades e define o resultado com validade legal.

Reações e cenários

Cepeda pediu esclarecimentos sobre os resultados provisórios e disse que a campanha ainda verifica dados, incluindo informações sobre votações atípicas. La Espriella reagiu, em Barranquilla, defendendo a democracia pela razão ou pela força, segundo imprensa local.

A direita passa por reorganização após o 1º turno. Paloma Valencia anunciou apoio pessoal a La Espriella, e o ex-presidente Álvaro Uribe anunciou voto no candidato no 2º turno. O centro político observa o desdobramento, com Sergio Fajardo sinalizando uma posição a ser anunciada.

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