A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, anunciou nesta segunda-feira a formação de um governo de coalizão de centro-esquerda, garantindo um terceiro mandato. O acordo reúne social-democratas, social-liberais, verdes de esquerda e centristas moderados, com apoio da Aliança Vermelho-Verde. O objetivo é manter o controle do país diante de uma crise política e econômica.
A coalizão é construída após meses de negociações, iniciadas após a eleição de março, em que 12 partidos disputaram assentos no Parlamento. O Partido Social-Democrata manteve a bancada maior, mas ficou com 38 das 179 cadeiras, sinalizando a necessidade de alianças para governar.
O acordo foi selado depois de Frederiksen conseguir os votos do conjunto de partidos para viabilizar o governo minoritário. A premiê de 48 anos assume com a promessa de prioridades definidas para as próximas semanas, incluindo agenda econômica e segurança.
Entre os temas prioritários estão a relação com a Groenlândia e as conversações diplomáticas sobre a possível situação com os Estados Unidos. O presidente americano, Donald Trump, havia levantado a possibilidade de intervenção na região.
Além disso, o novo governo pretende fortalecer as Forças Armadas dinamarquesas para enfrentar o cenário de segurança na Europa. A Dinamarca busca, assim, manter posição estável frente a tensões envolvendo Rússia, Ucrânia e a Otan.
O gabinete terá a composição definida entre quarta e quinta-feira, com a apresentação das prioridades públicas programadas para terça-feira. A transição marca uma guinada para a esquerda em relação à coalizão anterior, que reunia social-democratas, moderados e liberais.
Formação do governo
O novo governo dependerá principalmente do apoio da Aliança Vermelho-Verde para obter maioria parlamentar. Caso necessário, poderá buscar apoio pontual de outros partidos em votações específicas, sem ampliar a base de coalizão.
Perspectivas e próximos passos
A gestão pretende manter estabilidade econômica e social, ao mesmo tempo em que negocia questões regionais sensíveis. A Dinamarca planeja uma atuação diplomática proativa para lidar com os desafios externos e internos.
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