O TCE-RJ recomendou neste 1º de outubro a rejeição das contas do governo de Cláudio Castro (PL) referentes a 2025. O relatório aponta falhas nos balanços estaduais, incluindo questões no Rioprevidência, alvo de investigação da Polícia Federal.
Por 3 votos a 1, os conselheiros entenderam que houve inconsistência nos números apresentados ao governo e aos cofres públicos. O parecer será encaminhado à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para deliberar sobre a aprovação ou rejeição das contas.
Procurada, a assessoria de Castro informou que se manifestaria sobre o parecer em breve, mas ainda não havia se posicionado até a publicação. A defesa não detalhou prazos para resposta.
Conforme voto do conselheiro José Gomes Graciosa, o balanço do Rioprevidência não considerado eventuais perdas de investimentos no Banco Master, estimadas em quase 2 bilhões de reais. Também houve falhas nas classificações de aportes em fundos.
O conselheiro apontou ainda superavaliação de 823 milhões de reais na disponibilidade de caixa apresentada nos relatórios fiscais em relação aos dados bancários. A recorrência de divergências foi destacada como fragilidade nos controles.
Na avaliação, foram identificadas cinco irregularidades e 12 impropriedades nas contas de Castro. Outro conselheiro havia defendido encaminhar parecer preliminar pela aprovação com ressalvas.
Auditorias especiais foram determinadas sobre benefícios fiscais concedidos pelo estado, especialmente para o Grupo Refit, ligado ao empresário Ricardo Magro. A Polícia Federal investiga vínculos entre a empresa e Castro.
Castro também é alvo de apurações da PF por relações com Magro e com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O ex-governador nega as suspeitas. Ele chegou a desistir da pré-candidatura ao Senado após as ações.
Entre na conversa da comunidade