Wagner Moura moveu uma queixa-crime contra o pastor Silas Malafaia, pedindo condenação de até quatro anos e seis meses de detenção por difamação e injúria. O ator alega que o líder religioso o chamou de cretino e de esquerdista de ataque em postagens nas redes sociais associadas ao filme O Agente Secreto, indicado ao Oscar.
Segundo Moura, as ofensas foram proferidas para macular a honra do ator e teriam alcance significativo pelas redes, com centenas de milhares de visualizações. A ação cita ainda a participação do artista em debates públicos sobre temas políticos, sociais e culturais.
- A defesa de Moura afirma que o ator tem trajetória reconhecida e que a exposição facilita críticas da opinião pública, mas sustenta que as palavras de Malafaia configuraram ofensa direta. Os advogados destacam que o pastor já foi condenado a indenizar Felipe Neto.
Parte processual e histórico do caso
- Os advogados destacam que Malafaia, em janeiro, criticou Moura e questionou o uso de recursos públicos no longa, além de defender que o dinheiro do filme viria de contribuintes. A defesa afirma que tais ofensas extrapolam o debate público legítimo.
- A petição lembra que Malafaia já responde a outros casos envolvendo acusações de ofensas a terceiros, o que, segundo os advogados, reforçaria a necessidade de resposta do Judiciário para proteger a honra do ator.
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