O governo dos EUA propôs aplicar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, em resposta a práticas consideradas onerosas ao comércio americano. A medida foi anunciada após uma investigação iniciada em julho de 2025 e envolve exceções para itens considerados de segurança nacional, como carne, café, frutas, aeronaves e terras raras.
O alvo principal da reação é o grupo ligado ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, que esteve com o ex-presidente Donald Trump na Casa Branca na semana passada. Integrantes da base de Lula associam a atuação de Flávio e de Eduardo Bolsonaro à ofensiva norte-americana.
As críticas também ganharam adesão de outras lideranças do PT e aliados, que associam a proximidade com Washington a desvalorizar ações nacionais. A defesa de setores estratégicos, como agronegócio, etanol e o Pix, foi enfatizada por apoiadores do governo.
Reações da base presidencial
Deputados e senadores próximos a Lula comentam que a ação dos EUA é fruto de articulações da família Bolsonaro com autoridades americanas. Argumentam que a medida desvaloriza o crédito de instrumentos de pagamento nacionais. Parlamentares ressaltam que o Pix é uma conquista brasileira.
A deputada Gleisi Hoffmann classificou a situação como resultado de negociações da família Bolsonaro no exterior e disse que o Pix precisa ser defendido como política pública de estado. Ela utilizou a rede social para destacar a autonomia do sistema brasileiro de pagamentos.
Erika Hilton, deputada do PSOL, relacionou o encontro entre Flávio Bolsonaro e Trump à decisão americana, afirmando que o documento divulgado demonstra interesse em enfraquecer o Pix e reforçar interesses políticos no Brasil.
Lindbergh Farias, do PT, vinculou a tarifa ao sistema de pagamentos instantâneos criado pelo BC, acusando o governo Trump de atacar o Pix de forma discriminatória contra empresas brasileiras. Correia, do PT, pediu respeito à soberania nacional.
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