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Debatedores reivindicam reconhecimento da profissão de gestor de frotas

Senadores debatem reconhecimento formal do gestor de frotas e criação do Dia Nacional, destacando impactos em custos, segurança viária e logística.

Mesa: gestor de Frotas do Comitê de Gestores de Frotas (SP), Gleyson Oliveira Viri; presidente eventual da CE, senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP); advogado da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT), Samuel da Silva Antunes.
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Nesta terça-feira (2), a Comissão de Educação (CE) do Senado realizou audiência pública para debater o reconhecimento da profissão de gestor de frotas e o PL 5.383/2025, que institui o Dia Nacional do Gestor de Frotas, a ser comemorado em 22 de outubro. O objetivo é criar visibilidade para a atuação no planejamento da operação de veículos. A iniciativa permanece sujeita a tramitação.

O autor da proposta é o senador Marcos Pontes (PL-SP). Ele destacou que o Dia Nacional buscaria valorizar profissionais responsáveis pela gestão estratégica de frotas, contribuindo com redução de custos, segurança viária e mobilidade sustentável. Pontes ressaltou que a data representa apenas o primeiro passo para ampliar a visibilidade da função.

Valorização da profissão

Gleyson Oliveira Viri, representante do Comitê de Gestores de Frotas de São Paulo, afirmou que o setor reúne mais de 345 mil trabalhadores, mas não tem classificação própria na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), o que dificulta parâmetros salariais e o fortalecimento da carreira. A aprovação do projeto poderia estimular a criação de uma CBO específica, programas de qualificação e um observatório nacional.

Paulo Miguel Junior, vice-presidente do Conselho Gestor da Abla, lembrou que os profissionais atuam na relação com motoristas, na coordenação de escalas, na manutenção e em processos operacionais, destacando a diversidade de atribuições do cargo.

Desdobramentos e relevância logística

Samuel da Silva Antunes, advogado da CNTTT, enfatizou a importância da atividade para a logística nacional, lembrando que a maior parte da distribuição depende do transporte rodoviário. Dados citados apontam que 65% das cargas são realizadas pelo modal rodoviário.

Carlos Tudisco, diretor do Parar, associou a gestão de frotas à prevenção de acidentes, destacando que o Brasil registra mais de 30 mil mortes por ano nas vias. Ele argumentou que o planejamento adequado da operação pode aumentar a segurança e otimizar recursos como combustível e manutenção.

Fonte: Agência Senado

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