O ex-diretor de Política Monetária do Banco Central Luiz Fernando Figueiredo rebateu críticas dos Estados Unidos ao Pix. Em participação no programa Poder e Mercado, da UOL, ele afirmou que o governo americano não tem base para contestar o sistema brasileiro. Segundo ele, o Pix é uma conquista técnica brasileira, não motivada por interesses comerciais.
Figueiredo destacou que o Pix funciona 24 horas, em tempo real e sem custos para o usuário, o que o torna competitivo frente a soluções de pagamento estrangeiras. Para o ex-diretor, a irritação de concorrentes não reflete uma avaliação técnica, mas o desejo de copiar o modelo brasileiro.
Ele ressaltou que o Pix reduz a dependência de intermediários financeiros e cita a evolução desde a criação da TED no começo dos anos 2000. Segundo o ex-diretor, o sistema representa uma liberalização econômica que quebra um oligopólio no setor de pagamentos.
Sobre possíveis pedidos dos EUA, Figueiredo afirmou que o Pix não está em negociação e que tarifas devem ser discutidas por outros caminhos. Ele afirmou que a medida prática para tornar empresas americanas mais competitivas não é criar custos no Pix.
O ex-diretor ainda classificou o Pix como inclusivo e fruto de anos de modernização promovida pelo Banco Central. O objetivo é ampliar o acesso ao sistema financeiro, mantendo serviços rápidos e sem cobrança direta aos usuários.
Contexto e implicações
A entrevista ocorreu no contexto de debates sobre competição no setor de pagamentos e tarifas cobradas entre sistemas nacionais e estrangeiros. O programa Poder e Mercado é exibido às terças e quintas, às 19h, pela UOL.
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