O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirma que a proposta de taxar em 25% as importações brasileiras nos EUA decorre do tom agressivo do presidente Lula nas relações com Washington. A decisão foi anunciada pelo governo norte-americano nesta terça-feira (02/06). O objetivo é reduzir déficits comerciais, conforme publicado pela administração dos EUA.
Flávio tenta se desvincular da medida e acusa o governo Lula de não cumprir compromissos assumidos em Washington. Em vídeo divulgado nas redes, ele afirma que Lula não honrou acordos anteriores e contesta a análise da USTR sobre tarifas, ressaltando que a investigação teria começado antes de sua visita a Trump no fim de maio.
Atribui ainda o impacto da decisão ao discurso anti-americano e à defesa de que o dólar não seja a moeda padrão nas relações internacionais. O bolsonarista disse que, se eleito, negociaria em condições iguais e informou ter enviado uma carta a Trump defendendo que empresas brasileiras não sejam taxadas.
Reação e contexto político
A decisão recente serviu de argumento para a base governista criticar Flávio, que também propôs ações para contrapor eventuais tarifações. Em Goiás, Lula disse que Flávio e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro atuam como traidores da pátria, chamando Flávio de ímpio em resposta às propostas dos EUA.
Além disso, Flávio ironizou a reação de Lula e afirmou que está disposto a negociar com Trump. Em nota publicada por veículos, o pré-candidato afirmou ter pedido expressamente ao governo americano para evitar novas tarifas sobre produtos brasileiros e disse que negociaria de igual para igual caso vença as eleições de outubro.
Declarações recentes
Em entrevista à Rádio Itatiaia, o senador reforçou que pediu ao governo dos EUA para impedir a aplicação de novas tarifas. Afirmou, ainda, que solicitou negociações diretas com Trump, caso haja vitória eleitoral, mantendo o tom de pleito eleitoral e de defesa dos interesses brasileiros.
Entre na conversa da comunidade