O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que não quer crer que haja perseguição estatal para influenciar as eleições. A declaração aconteceu durante evento em Belo Horizonte, após a operação da Polícia Civil de São Paulo contra a produtora do filme Dark Horse.
A ação mira um contrato de 108 milhões de reais entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up Entertainment. A investigação apura uso indevido de verbas públicas para financiar o longa.
Segundo a Polícia Civil, há indícios de confusão patrimonial entre o ICB e a produtora. Diligências foram realizadas na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e em endereços ligados à Go Up.
Flávio também citou a gestão municipal, defendendo Ricardo Nunes (MDB) e minimizando o impacto do financiamento do filme, que recebeu 61 milhões de reais do banqueiro Daniel Vorcaro. O senador classificou a repercussão como cortina de fumaça para problemas do governo federal.
Investigação
A polícia apura fraude em licitação, emprego irregular de verbas públicas e desvio de finalidade. Dados de inteligência financeira indicam custos diferenciados para implantação de Wi-Fi: 1.800 reais por ponto pelo ICB e 230 reais pela Prodam, empresa de tecnologia da Prefeitura.
A operação cumpriu mandados em equipamentos e documentos para subsidiar as investigações. O objetivo é esclarecer se recursos públicos foram desviados para custear o filme sobre Jair Bolsonaro, conforme apurado pela investigação em curso.
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