O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, propôs um novo tarifaço de 25% sobre uma lista de produtos importados do Brasil. A medida decorre de uma investigação preliminar do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). A ideia é aplicar sanções para tratar de práticas comerciais consideradas injustas pelo país. A decisão final cabe ao presidente.
O objetivo do USTR é abrir espaço para negociações com o Brasil, buscando corrigir questões antigas na relação comercial entre as duas nações. O Embaixador Jamieson Greer explicou que a investigação foi aberta pela Seção 301 para tratar de preocupações persistentes, com reuniões de alto nível entre os governos nas últimas semanas.
A proposta impede a taxação sobre setores estratégicos. Alimentos e itens do agronegócio ficam fora da tarificaçao, incluindo carne bovina, castanhas e várias frutas tropicais. A indústria aeronáutica brasileira também fica protegida, com aeronaves e componentes sem tributo.
Pontos-chave da proposta
O relatório final registra reclamações norte-americanas sobre o ambiente de negócios brasileiro, especialmente em tecnologia, comércio eletrônico e direitos de propriedade intelectual. As autoridades dos EUA citam barreiras judiciais a conteúdos digitais e tratamento preferencial a pagamentos nacionais.
Contexto e próximos passos
A investigação começou em julho de 2025, em resposta a críticas de Trump sobre políticas brasileiras. Um grupo de trabalho bilateral buscou alinhar posições em prazo de 30 dias, mas a divulgação ocorreu antes do término previsto. O processo continuará sob supervisão diplomática, com prazo legal até 15 de julho de 2026 para possíveis medidas de resposta.
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