O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou em uma audiência no Senado que o Brasil não é país amigo aos interesses dos EUA no hemisfério ocidental. A declaração ocorreu nesta terça-feira, 2 de junho, no contexto de tensão diplomática e de eleições no Brasil.
A fala aconteceu um dia após o Escritório do Representante de Comércio dos EUA propor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos importados do Brasil. Na ocasião, Rubio já havia sinalizado mudanças na relação econômica entre os dois países.
Poucos dias antes, Rubio havia anunciado a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas, elevando o tom de Washington no debate sobre segurança regional. A decisão coincide com a divulgação de ações de cooperação com parceiros na região.
Contexto diplomático
O governo americano lançou, este ano, a iniciativa Escudo das Américas, voltada ao combate ao crime transnacional. Líderes regionais foram convidados, mas Brasil, Colômbia e México ficaram de fora de alguns encontros.
Reações e cenário político
Rubio afirmou que a região está, em geral, repleta de aliados dos EUA, com poucos países alinhados de forma crítica. Em resposta, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva chamou de hostil a postura de Rubio em relação à América Latina.
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