Six estados entraram com ação na justiça contra a administração de Donald Trump, contestando a decisão de cancelar um grande contrato de lease de energia eólica offshore, ao largo da costa de Nova York. O acordo, anunciado em março, previa pagamento de quase US$ 1 bilhão à TotalEnergies para encerrar dois parques eólicos offshore usados para Nova York e Carolina do Norte. A motivação seria encerrar projetos e investir em óleo e gás.
A ação é liderada pela procuradora-geral de Nova York, Letitia James, e envolve Connecticut, Maine, Massachusetts, New Jersey, Rhode Island e Vermont. Segundo a queixa, o acordo violaria a Outer Continental Shelf Lands Act e a Judgment Fund Act, entre outras alegações, e busca derrubar o acordo, suspender o cancelamento da concessão e impedir novas medidas.
> O contexto legal inclui decisões judiciais anteriores que consideraram ilegais ordens executivas e diretivas de paralisação de parques eólicos offshore. A administração argumenta que o vento offshore é caro, instável e subsidionado, e que o acordo evita custos aos contribuintes.
A Procuradoria aponta ainda que o acordo poderia eliminar mil empregos sindicados e reduzir o acesso de Nova York a energia limpa e acessível, segundo a ação. O Departamento do Interior divulgou, à época, que o acordo representaria uma vitória para o acesso a energia confiável e de custo menor, segundo autoridades da pasta.
> Grupos ambientais defenderam o valor da energia eólica offshore, ressaltando que a retirada do parque prejudicaria consumidores com contas de luz mais altas, conforme a visão de representantes da Oceantic Network.
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