O governo brasileiro rejeitou o relatório preliminar da investigação dos Estados Unidos sobre importações associadas a trabalho forçado. O processo, conduzido pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), envolve 59 países e a União Europeia. O Planalto classificou a medida como protecionista e unilateral, afirmando que vincular competitividade a violações de direitos humanos é indevido.
O Brasil destacou o seu papel como referência no combate ao trabalho escravo, com reconhecimento da Organização Internacional do Trabalho (OIT) pelas ferramentas de fiscalização e punição a crimes trabalhistas. As autoridades federais afirmaram que colaboraram com a apuração, fornecendo dados sobre leis nacionais e ressaltaram o poder da alfândega de barrar e confiscar produtos irregulares.
O Mercosul também reforçou regras rígidas contra exploração laboral, citando acordos com Chile, União Europeia e outros blocos que prevêem sanções para eliminar a prática. O governo destacou a importância de manter padrões elevados para a cadeia de suprimentos e combate ao trabalho escravo no âmbito regional.
Próximos passos e reação Oficial
O Ministério do Trabalho e Emprego informou que continuará cooperando com os EUA, mantendo abertura para trabalhar com o Departamento de Trabalho americano, sindicatos e a OIT. A expectativa é de que o relatório final não gere tarifas sobre produtos brasileiros, mas o governo admite medidas para mitigar impactos, caso isso ocorra.
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