Foi concluído, em fevereiro de 2025, um julgamento de 11 dias na Justiça Federal do Alabama sobre o mapa de distritos para a Câmara dos Deputados. A audiência reuniu mais de 20 testemunhas, 40 advogados e quase 800 itens de evidência.
Ao final, o trio de juízes, dois deles nomeados pelo ex-presidente Trump, afirmou que a legislatura estadual, de maioria republicana, discriminou intencionalmente eleitores pretos ao propor apenas um distrito com maioria negra entre sete, em um estado com mais de 25% da população negra.
Na terça-feira, uma decisão noturna da Suprema Corte dos EUA permitiu o uso do mapa questionado. A maioria conservadora citou um “constrangimento constitucional” que prioriza uma constituição colorblind, autorizando a substituição do mapa vigente por outro com menor representação negra.
Implicações e perguntas judiciais
A decisão manteve o mapa, que já havia sido derrubado por um tribunal inferior por racismo institucional. O caso reacende dúvidas sobre quando a Suprema Corte pode invalidar mapas congressionais por discriminação racial e qual papel caberia aos tribunais federais na redistrituação.
Especialistas veem a decisão como sinal de resistência a intervenções de tribunais federais de primeiro grau em questões de redistritamento, apontando que a Corte pode limitar a fiscalização nesse tipo de caso. Isso desperta debates sobre o equilíbrio entre autoridades estaduais e federais.
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