O presidente do STF, Edson Fachin, pediu que juízes adotem discrição e equilíbrio, afirmando que o silêncio institucional pode valer mais que o protagonismo individual. A declaração ocorreu na terça-feira, durante congresso do STJ em Brasília, em meio a debates sobre um código de conduta para magistrados.
Fachin ressaltou que a visibilidade não fortalece instituições, e que a autoridade judicial depende da qualidade das decisões. Ele afirmou ainda que cada juiz deve agir para cultivar a confiança pública no sistema de Justiça.
O discurso ocorreu em meio a investigações envolvendo organizadores do congresso que realizavam sindicâncias sobre venda e vazamento de decisões. Na semana anterior, a Procuradoria denunciou nove pessoas ligadas ao STJ.
Contexto e desdobramentos
Segundo Fachin, não há separação entre ética pública e privada, e independência não é privilégio pessoal. Ele destacou que a integridade é essencial para a confiança no Judiciário, que se constrói pelo comportamento, não apenas por palavras.
Relatora do código de conduta, a ministra Carmen Lúcia participou do evento e defendeu imparcialidade e transparência. A discussão sobre normas para ministros do STF ganhou força após ligações com o Bank Master envolvendo familiares de magistrados.
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