A gestão municipal de São Paulo propõe conceder a Praça Franklin Roosevelt à iniciativa privada por 20 anos. O contrato prevê operação, gestão, manutenção, exploração comercial e ativação sociocultural do espaço central, famoso pela proximidade com bares, teatros e a Rua Augusta.
A concessão, anunciada pela prefeitura, envolve o chamado Complexo Roosevelt, incluindo um mirante na Augusta e intervenções na Rua Gravataí, que liga a praça ao Parque Augusta. O valor mínimo para a proposta comercial foi fixado em 2,9 milhões de reais.
A prefeitura já abriu consulta pública, publicada no Diário Oficial nesta quarta-feira. A proposta, segundo a minuta, também prevê exploração de áreas acessórias, como o estacionamento subterrâneo com mais de 600 vagas, que poderiam gerar receita à concessionária.
Proposta de concessão e itens-chave
A iniciativa pretende contratar a gestão de longo prazo do espaço, incluindo atividades comerciais, culturais e de mobilidade no entorno. A ideia é ampliar a oferta de serviços e dinamizar a região central, com participação da iniciativa privada no varejo e na programação cultural.
Entre os elementos da proposta estão intervenções no entorno da praça e a possibilidade de uso do estacionamento como fonte de receita. A prefeitura aponta que o projeto visa manter o espaço viável economicamente, sem detalhar reajustes ou garantias de continuidade.
Audiência pública e prazos
Uma audiência pública virtual está marcada para 17 de junho, às 10h, para debater a concessão. Contribuições devem ser enviadas até 1º de julho, por formulário online que será encaminhado a sgmparcerias@prefeitura.sp.gov.br.
A prefeitura também informou que, nos últimos anos, tem estudado ações para ampliar a atuação privada em áreas cobertas pelo Complexo Roosevelt, sem detalhar impactos ou cronogramas. A proposta de parceria acompanha outras iniciativas de gestão de parques e equipamentos públicos.
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