O ministro do STF Gilmar Mendes abriu o discurso de encerramento do Fórum de Lisboa, em Portugal, em tom de humor ao responder a críticas: a previsão inicial era de que o evento estaria esvaziado. O auditório menor do que o esperado gerou risos entre o público.
Horas antes, a organização informou que o auditório seria trocado por um espaço menor na faculdade de Direito de Lisboa, em razão de uma greve geral que afetou serviços públicos na cidade. O Fórum é promovido pelo IDP, instituição brasileira, em parceria com a FGV.
Segundo Carlos Blanco de Morais, professor da instituição lisboeta e organizador, a greve contribuiu para reduzir a capacidade prevista de público. O evento, que segue como fórum acadêmico, envolve 70 painéis e 432 debatedores, sem o peso de anos anteriores.
Avanços e perspectivas do Fórum
Ao falar de democracia, IA, regulação de big techs e redes, Gilmar Mendes destacou a edição de 2027 como marco, com planos de consolidar internacionalização. Entre participações, esteve Alexandre de Moraes, ministro do STF, que acompanhou de perto a discussão sobre a atuação do Judiciário brasileiro.
Ao lado do ministro, esteve a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, e alvo de controvérsias envolvendo contratos no setor financeiro, tema que influenciou debates no Brasil. O Fórum de Lisboa manteve o caráter acadêmico, segundo o ministro, mesmo com o foco reduzido.
O magistrado sugeriu medidas para futuras edições, como realização de painéis em inglês e a elaboração de um documento final com metas específicas. Também comentou a possibilidade de o Fórum passar a se chamar Fórum Mundial de Lisboa, em tom bem-humorado por parte da plateia.
Encerramento e repercussão
Mendes afirmou que as críticas ao Fórum são recebidas com serenidade e que leituras rápidas ou oportunistas ajudam a ampliar a visibilidade do evento. O tom do encerramento foi de continuidade, com ênfase no trabalho desenvolvido e na participação de juristas e convidados internacionais.
A organização ressaltou que o Fórum continua a ser um espaço de debates entre direito, gestão, política, economia, regulação e prática jurídica. O evento segue como referência anual para o setor, com mudanças de formato que atingem principalmente a logística e a pauta.
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