Na quarta-feira, Portugal enfrentou a segunda greve nacional dos sindicatos em pouco mais de seis meses, em protesto contra um pacote de reformas nas leis trabalhistas. Voo após voo foi afetado, com interrupções no setor de transportes e serviços públicos.
O Snpvac, sindicato dos tripulantes de cabine, informou mais de 340 cancelamentos, equivalentes a cerca de 65% dos voos programados. No aeroporto de Lisboa, a ANA registrou aproximadamente 100 cancelamentos de voos de ida e volta.
Turistas e passageiros relataram atrasos e cancelamentos. Mayumi Tanaka, de Bruxelas a Lisboa, teve o voo cancelado e descreveu impacto em suas férias, destacando a dificuldade de reagendar a viagem.
A greve, organizada pela CGTP, visa barrar medidas consideradas pelo governo como modernizadoras do mercado de trabalho. Sindicatos argumentam que as mudanças enfraquecem proteções e facilitam demissões.
Além do setor aéreo, a paralisação atingiu transportes públicos, hospitais, escolas e serviços municipais. Hospitais funcionaram com quadro mínimo, e muitas escolas reduziram atividades e horários.
Os serviços municipais também registraram impactos, com alertas sobre possíveis atrasos na coleta de lixo. Em Lisboa, o trânsito não apresentou grandes perturbações, apesar da diminuição na mobilidade pública.
A reforma pretendida incluiria contratos temporários mais longos e flexibilização na terceirização. O governo, com apoio do Chega, busca aprovar as mudanças num quadro de bancada menor.
O debate público permanece intenso. Uma sondagem recente indicou que 57% dos entrevistados apoiavam a greve, sinalizando forte oposição às reformas entre parte da população. Fonte: Bloomberg.
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